Ana Laura

No dia 8 de julho de 2025, a propriedade de Dayana Lubian, presidente da Associação Paranaense dos Produtores e Industriais de Erva-Mate (APIMATE) e da Ervateira Verdelândia, recebeu um encontro estratégico essencial para o desenvolvimento da cadeia produtiva da erva mate no estado do Paraná. A reunião do Núcleo ligado ao Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) da Erva Mate reuniu pesquisadores, técnicos e representantes de diversas instituições, como Embrapa Florestas, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), além do Parque Tecnológico Cidade dos Lagos e parceiros. Os NAPIs, ou Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, são estruturas colaborativas que integram diferentes atores da ciência, tecnologia e setor produtivo com o objetivo de promover o desenvolvimento tecnológico e a inovação em cadeias produtivas estratégicas. Essa iniciativa visa articular, de forma integrada, as atividades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, focando em soluções mais eficientes e sustentáveis para o setor da erva mate.
Na ocasião, discutiu-se o planejamento estratégico e a divisão das atividades para cada eixo temático do NAPI, bem como a definição de metas para impulsionar a qualidade e a competitividade da erva mate produzida no Paraná.
Dayana Lubian abriu a reunião destacando a importância da cooperação entre ciência e produção rural. “Estou recebendo hoje a equipe técnica do NAPI, aqui na nossa propriedade rural. Está sendo um momento muito importante para o futuro e desenvolvimento da cadeia produtiva da Erva Mate do estado do Paraná”, comentou.
O presidente do Parque Tecnológico Cidade dos Lagos, Vilso Dubena, também ressaltou o papel fundamental da instituição nesse arranjo de inovação. “Hoje foi um dia marcante […] É muito importante para o parque estar aqui presente, porque esse é um dos braços que o parque vem a incentivar, como também temos aí a madeira engenheirada e outros produtos que vão nascer a partir do parque, onde ele poderá estar acelerando, a transformar de uma ideia, de uma pesquisa, em resultado e nota fiscal, mas principalmente para o pequeno produtor, que vai ter frutos para poder vender a folha da erva-mate e também para um outro braço que vão criar, que é esse produto diferenciado, na questão de levar para saúde, para tinta, enfim, para tantos outros produtos que vão poder inventar a partir da pesquisa”, explicou.
O pesquisador da Embrapa Florestas e professor de pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dr. Ivar Wendling, responsável pelo eixo de produção primária, detalhou as metas dessa frente de pesquisa. “A grande vantagem do NAPI é que é um grande núcleo em que todos os estudos estão interligados para gerar tecnologia e informação com base numa matéria-prima padronizada, que é nível de clones, que a gente tem caracterizado toda a característica deles, e aí chega a uma conclusão que vai ser, realmente, para todo o sistema de produção da erva mate”, afirmou.
A reunião revelou o forte engajamento entre pesquisadores, técnicos e produtores, consolidando o NAPI como uma importante plataforma para impulsionar o desenvolvimento de produtos inovadores, soluções tecnológicas de ponta e o fortalecimento econômico da cadeia produtiva da erva mate no Paraná.

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